| Dois dias de jornadas sobre cidadania |
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| Notícias do Município de Moimenta da Beira |
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No início das jornadas, o presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, Armando Leandro, deixou o apelo para uma cidadania activa e frisou a importância das instituições nesse âmbito. “A cidadania só é cidadania quando for activa e estiver disponível a quem tem mais dificuldade a ela aceder. É na comunidade local que as instituições têm um papel fundamental a começar pelas famílias”, defendeu. O momento mais comovente das jornadas coube à turma do Programa Integrado de Educação e Formação (PIEF). Os testemunhos de professora e alunos exemplificaram o sucesso da luta contra o abandono escolar. O papel das comunidades na intervenção precoce esteve em debate no segundo dia das jornadas, no entanto, o ponto alto pertenceu à instituição privada de solidariedade social que trabalha com animais, a Animas, do Porto. As demonstrações feitas com canídeos despertaram a atenção dos presentes e comprovaram a importância do cão de ajuda social na promoção da qualidade de vida. Houve também quem, apesar das dificuldades físicas, desse exemplos de sucesso. Lurdes Breda é deficiente motora mas tem já uma carreira enquanto escritora. A autora aponta a criação literária como a sua “arma de trabalho” que diz usar para “promover a inclusão”. Durante as jornadas foi ainda lançado o livro “1001 cores”, de Marta Guerreiro. A jovem autora, de apenas 16 anos, retrata na obra o percurso interior pelo qual passou no processo de aceitação da irmã, uma criança de sete anos com paralisia cerebral. Coube ao presidente da autarquia e à secretária de estado da Igualdade, Elza Pais, o encerramento do evento. José Eduardo Ferreira elogiou a participação de todos nas jornadas que considerou “intensa, imensa e muito válida”. À semelhança do discurso de abertura, o edil deixou a promessa de uma segunda edição, “com maior qualidade e mais instituições. Podemos transformar estas jornadas nas jornadas internacionais da cidadania, para fazermos da diferença a nossa força”. Para o autarca, “elas só valem a pena se no dia seguinte daqui tiver resultado um benefício para as pessoas que servirmos”. Já a secretária de estado da Igualdade, Elza Pais reforçou a importância da realização do evento: ”estas jornadas são o apelo à nossa participação no cumprimento de um conjunto de direitos e deveres que uma participação activa da vida nos impõe”.
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